sábado, 12 de janeiro de 2013

Caros e caras amigos/as, Para quem visita este blogue, merece saber que na próxima semana iniciarei uma nova experiencia que durará ate janeiro de 2014. Trata-se de um ano de sabática que irei passar no Brasil, na UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas, junto dos meus colegas e amigos que tratam e estudam matérias afins (trabalho, sindicalismo, desigualdades, movimentos sociais e os temas sociais e económicos em geral), e onde certamente serei muito bem acolhido. Conto ao longo deste período realizar alguns projetos lá, em conjunto com esses colegas e -- paralelamente -- é minha intenção preparar um livro relacionado com as desigualdades e classes médias, onde espero tratar comparativamente realidades tão distintas como a portuguesa e brasileira. Ao mesmo tempo, faz parte do programa desenvolver contactos e realizar palestras e conferencias em várias outras universidades e instituições brasileiras e noutros paises latino-americanos. Certamente não perderei de vista a situação que se vive (e se vai viver) em Portugal e na Europa. Mas estou curioso por verificar até que ponto o estar noutro continente e mergulhado num contexto bem diferente poderá influenciar a minha perspetiva sobre o meu país e os problemas que enfrenta. O ângulo de visão sempre nos oferece um "retrato" particular de cada paisagem. E o afastamente-proximidade poderá ajudar a ganhar uma outra objetividade. Seja como for estarei atento e espero, mesmo à distancia, estar presente! Continuarei a dar noticias. Ate breve.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Debate RDP-Antena 1, 29/10/2012, sobre Orçamento do Estado 2013

http://www.rtp.pt/antena1/index.php?t=Debate-sobre-Orcamento-do-Estado-para-2013.rtp&article=5719&visual=11&tm=17&headline=13

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

O papel do sindicalismo na crise e a greve geral

(... e dos comentários no Facebook)

Acredito que serão as circunstâncias concretas que ajudarão a que os trabalhadores (e desempregados e reformados) se mobilizem, independentemente das correntes sindicais onde se inserem e dos alinhamentos ideológicos de cada um. Será isso suficiente para levar os dirigentes a reconhecer que a "unidade na ação" não é sinónimo de "estaremos unidos quando a união

se fizer na base do NOSSO programa (ou estratégia política)" mas faz-se, sim, na base de objetivos concretos? E quando a luta é tão abrangente e tem um sentido político (como atualmente), esses objetivos, se pretendem envolver amplos e diversos sectores profissionais, devem ser previamente negociados e consensualizados entre as estruturas dirigentes. Se uma greve geral for convocada por ambas as centrais (CGTP e UGT) terá um efeito muito maior do que se for apenas uma decisão da CGTP. Deixemo-nos de concorrência entre trabalhadores ou entre correntes sindicais, num momento em que mais do que nunca é preciso UNIÃO. Concertem-se, proponham soluções e medidas concretas, proponham um PACTO aos empresários assente na defesa da dignidade e de direitos essenciais dos assalariados, mas também assente na viabilidade das empresas, que premeie as empresas onde as boas práticas, as convenções coletivas e o diálogo sejam efetivos. Trabalhadores e empresários têm um ponto em comum: a defesa da empresa e a distribuição equilibrada dos dividendos. O campo sindical é hoje demasiado importante para ser pensado fora da sociedade e do sistema político. Que o sindicalismo português não está bem, todos o sabemos. Mas é preciso que os dirigentes percebam que o sindicalismo português pode beneficiar com a crise para se renovar e REUNIFICAR, na base da pluralidade e da autonomia e democracia internas! E o recado é tanto para a UGT como para a CGTP.